Raul Bopp
I
Um dia
eu hei de morar nas terras do Sem-Fim
Vou andando caminhando caminhando
Me misturo no ventre do mato mordendo raízes
Depois
faço puçanga de flor de taja de lagoa
e mando chamar Cobra Norato
-Quero contar-te uma história
Vamos pessear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar
A noite chega mansinho
Estrelas conversam em voz baixa
Brinco então de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a Cobra.
(Extraído do livro OS CEM MELHORES POEMAS BRASILEIROS DO SÉCULO, ÍTALO MORICONI, ED. OBJETIVA)
Postado por Roberta Leoni.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Esse trabalho ficou maravilhoso!
ResponderExcluiradorei....